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Estratégia em 3 Fases — Entrar sem ser convidado

A síntese estratégica do SOMA. Não se vence o municipalismo com uma PEC frontal num Congresso onde mais de 300 deputados estão na Frente Municipalista. Vence-se por dentro: fato consumado administrativo, coalizão construída, e votação por lei complementar — preservando pessoas, dissolvendo máquinas.

⏱️ As 3 fases são plurianuais. Fase 1 = arranque administrativo do Ano 1 (este cronograma-180-dias/ é o detalhe do seu início); Fase 2 = Ano 2; Fase 3 = Ano 4 e horizonte. O calendário completo está em ../proposta-reforma-municipalista.md, LAUDA 4. O SOMA é reforma de mandato e década, não de semestre.


Por que gradualismo, não choque

A LC 198/2023 (transição do FPM) passou 67 a 0. Esse número é o mapa do problema: esquerda e direita unidas defendem o arranjo municipal. Uma reforma frontal seria derrotada antes de começar. O SOMA adota o método das reformas brasileiras que passaram e ficaram (SUS, consórcios de saúde, transição da LC 198): coalizão técnica, mobilização da opinião pública, instrumento jurídico certo e transição que blinda contra o pânico.

Vantagem decisiva: o núcleo do SOMA é lei complementar (maioria absoluta) e ato administrativo — não PEC. Boa parte da Fase 1 não depende de um único voto no Congresso.


FASE 1 — Infiltração burocrática silenciosa (D0-D360)

Fato consumado antes de votar. Decretos e MPs (arquivos 01 e 02) entregam: - Transparência do FPM per capita e dos penhascos (D01) - Diagnóstico REGIC e mapa das Regiões Solidárias (D02/D03) - Força-tarefa e rastreabilidade das emendas Pix (D04), consolidando o STF - Apoio a consórcios e mapeamento de pessoal com garantia de preservação (D02/D05)

Resultado: o problema fica público, a cooperação começa a render, e a captura fica mais cara — tudo sem pedir licença ao Congresso.


FASE 2 — Coalizão técnica, civil e legislativa (D+360-D+720)

Resultado: texto pronto, opinião pública mobilizada, lobby isolado na sua agenda indefensável.


FASE 3 — Votação gradual (D+720+)

Ordem das entregas, da menor à maior resistência: 1. Lei das transferências especiais (emenda Pix) — o STF já abriu caminho; baixa resistência 2. LC de cooperação (Regiões Solidárias) — entrega serviço, difícil de atacar 3. LC do rateio do FPM (coeficiente contínuo + regressividade + Coeficiente Solidário) — coração da reforma, com transição decenal 4. LC da EC 15/96 (rito de fusão/incorporação) — supre mora de 30 anos reconhecida pelo STF

Resultado: o dinheiro passa a seguir a pessoa; a cooperação é premiada; existe enfim um caminho para a fusão voluntária.


As quatro vitórias que mudam o equilíbrio

  1. Emendas Pix rastreáveis por lei (não só por decisão do STF)
  2. Maioria dos centros locais em consórcio regional ativo
  3. FPM reformado — fim dos penhascos + correção da regressividade + Coeficiente Solidário
  4. Rito de fusão criado (LC da EC 15/96) + primeira onda de fusões voluntárias com servidores preservados

Entregando três das quatro, o SOMA já terá invertido a lógica de cinco décadas.


O princípio que não se abandona

Preservar comunidades e servidores. Dissolver máquinas. O SOMA não fecha cidades nem demite gente — reorganiza a escala em que a vida acontece e devolve ao dinheiro público o destino que a Constituição lhe deu.


Conexão com outras peças do programa

Onde Como
01-decretos-D0-D30-administracao-pura.md03-pls-lc-… As ações de cada fase
04-lobby-municipalista-como-negociar.md Como isolar a resistência
05-marcos-mensuracao-trimestral.md Como medir as quatro vitórias
doutrinas/01-… a 05-… Os princípios operacionalizados
index.html A síntese pública

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